"Este termo [Escola] deve ser tomado no sentido que antigamente se dava a certos lugares de refúgio, inclusive, de bases de operação contra o que já podia se chamar de mal-estar na cultura."
J. Lacan
As Escolas da AMP tomam como referência a Escola Freudiana de Paris, que Jacques Lacan fundou no ano de 1964, em seu esforço por renovar os fundamentos e a prática da Psicanálise.
Uma Escola tem por objetivo oferecer uma organização aos analistas e não-analistas que seguem a orientação dos ensinamentos de Jacques Lacan para a reconquista do Campo Freudiano, e para a difusão da Psicanálise como saber e como prática no mundo. Nela se realiza um trabalho destinado a manter vivo o descobrimento freudiano e a orientar essa práxis original a fim de que se cumpra seu papel em nossa época. Sua preocupação é tanto pela Psicanálise pura quanto pela Psicanálise aplicada à terapêutica.
A Escola para cumprir seus objetivos põe ênfase na formação analítica de seus membros, os quais ao formar parte de uma Escola se comprometem a submeter sua prática a um controle. Por sua vez, a Escola garante a formação que oferece a seus membros ao lhes outorgar dois títulos: AME (Analista Membro da Escola), que nomeia o analista que deu as provas de ser tal e AE (Analista da Escola) que nomeia quem dá evidências de ter chegado ao final da análise.
O dispositivo do Passe, que avalia o final da análise e a qualificação do analista, e o Cartel, que é um pequeno grupo no qual se realiza o trabalho de seus membros, constituem dois dos pilares fundamentais da Escola.
Atualmente, a AMP conta, entre seus membros institucionais, com oito Escolas em pleno exercício.
Cinco Escolas estão na Europa:
A Federação Européia de Escolas de Psicanálise (FEEP) é constituída por: |